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2003/12/09
Só 1 minuto para dizer uma coisa que acho muito importante:
O pior defeito da vida é não ter banda sonora.
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Posted at 02:27 by Ana
2003/12/11
2003/12/13
As árvores do meu jardim parecem árvores de Natal...
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...estão cheias de teias de aranha decoradas com gotinhas de orvalho gelado. Nesta altura as aranhas estão a desaparecer, com o frio, mas as teias ainda permanecem por uns tempos, até que o mau tempo as destrua de vez. O meu jardim está em silêncio, como eu gostaria de estar, mas o meu pensamento não me obedece, não pára quieto, a correr todas as coisas que tenho na minha vida, passado e futuro (raramente presente).
O pensamento só fica quieto quando sou preenchida por alguma emoção tão forte que ocupa toda a minha mente. A tristeza, então, é óptima para preencher espaços vazios, instala-se como uma nuvem densa e opaca e suprime qualquer movimento ou som que se queira fazer ouvir cá dentro.
E depois chove.
Conselho do dia: seja honesto. Principalmente consigo.
P.S.: um beijinho para a Joana. |
Posted at 02:13 by Ana
2003/12/14
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Quando estiveres cheio de vontade de fazer muitas coisas, senta-te quieto e espera que passe. |
Posted at 10:17 by Ana
2003/12/18
Só poderão participar na reconstrução do Iraque os países que não participaram na sua destruição.

Era mais lógico, não era?
É bastante difícil formar uma opinião sobre este assunto.
Por um lado custa ver que há regimes que podem impôr a sua vontade aos outros, como os USA fizeram quando resolveram, sem a aprovação das Nações Unidas, invadir o Iraque. Coisas destas fazem-nos pensar que se eles agem assim nesta causa, também poderiam agir assim simplesmente se lhes desse jeito, sem precisar de motivo para se justificar aos olhos do mundo, sem as conversações todas que existiram antes, sem o suicídio de D. Kelly, etc. Fazem-nos pensar e temer que um dia, por alguma razão, se virem para nós, e depois como vai ser?
Por outro lado as descrições que existem da vida no Iraque durante o regime de Saddam Hussein mostram que aquilo não era fácil e que provavelmente as pessoas estão melhor agora. Porque, ao fim e ao cabo, todos estes conflitos era suposto serem por uma única razão: pelas PESSOAS. O mundo é feito de pessoas e não de ideais. Os ideais estão nos livros, não sofrem, não passam frio e fome, não desperdiçam o seu tempo de vida a sobreviver simplesmente. As pessoas precisam de coisas mais práticas do que ideais (como: we will not tolerate the threat of a regim which possesses massive destruction weapons! - por exemplo).
E agora, a confusão que deve ir naquele país, em que as pessoas têm limites mal definidos, que não sabem se estão a pisar o risco ou a alargar-se demais quando fazem qualquer coisa, na transição entre uma rigidez que, apesar de tudo lhes dava segurança, e uma abertura completa ao mundo agressivo e consumista que é o ocidental. Agora vão entrar empresas cheias de estratégias de marketing para converter o Iraque num país atolado em dívidas durante bastantes anos. Vão iluminar os olhos dos iraquianos com anúncios de néon de coisas que eles não precisam, convencê-los de como o mundo ocidental é brilhante e maravilhoso, e extorquir-lhes tudo até à medula.
"Vamos ajudar o povo iraquiano. Em suaves prestações."
Espero sinceramente que o Iraque não venha a ser completamente desfigurado depois da libertação do regime de Saddam Hussein. Espero que mantenha a sua essência, que não se transforme numa imitação mal gerida dos USA, como aconteceu com os países da ex-URSS.
E por fim um conselho: quando quiser formar a sua opinião sobre o que se tem passado no Iraque, não pense em política. Pense nas pessoas que lá vivem, e em como elas estarão melhor.
It's all about that.
Posted at 03:14 by Ana
2003/12/20
Uma das maiores perdas para a humanidade...
... na minha opinião, foi a morte deste senhor, pela sua capacidade única de combinar letra e música e tocar o coração de muitas pessoas.
Esta letra vem para aqui no seguimento de uma conversa que tive com um amigo (que se deve estar a rir se ler isto, o que talvez seja improvável, ou não, não sei) sobre a vida de Jesus. Não estou a fazer comparações, atenção! Mas esta música mostra perfeitamente o que eu acho sobre o assunto, e que na altura, infelizmente, não consegui transmitir.
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Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl
And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you
Every time
Too much love will kill you
It'll make your life a lie
Yes, too much love will kill you
And you won't understand why
You'd give your life, you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end... |
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(Por acaso esta música foi composta apenas por Brian May, Frank Musker and Elizabeth Lamers, mas não seria nada sem a voz de Freddy Mercury. Foi composta especialmente para Freddy Mercury pelos outros, e ainda bem. Ainda bem que não foi escrita por ele. Espero que isso indique que ele aceitou o amor de todas as outras pessoas, sem se sentir uma personagem trágico-cómica com isso. Espero mesmo, porque ele merecia. E pode ser muito difícil aceitar aquilo que merecemos, principalmente quando merecemos algo extraordinário.)
Posted at 06:04 by Ana
2003/12/21
Comece por se perguntar isto: qual é o grande momento da sua vida?
(Este post é para aquelas pessoas que são altruístas e por isso nunca têm tempo para si próprias. Não é de maneira nenhuma para as pessoas egoístas que sabem aproveitar a sua vida ao máximo, espremendo os outros até ao tutano.)

Quem viu o filme Vanilla Sky (2001, Cameron Crowne) lembra-se com certeza da expressão 'adiador de prazer'. Quem não viu, então veja, porque é tempo muito bem empregue.
A propósito desta expressão, lembrei-me de uma coisa que aflige muita gente, entre os quais eu própria.
Hoje não temos tempo para descansar, havemos de o fazer amanhã. Ou um dia destes, quando acabarmos o que estamos a fazer agora. Eventualmente. Hoje não há tempo para relaxar, para os amigos, para responder às mensagens, para nada. Hoje é mais importante fazer coisas imediatas, como pequenas lutas, braços de ferro, alimentar a fogueira do ego, agir irreflectidamente. Não importa se amanhã as pessoas podem morrer num acidente de viação e vamos ficar o resto da vida a pensar como desperdiçámos o tempo que passámos com elas. Interessa é o agora e levar a nossa adiante.
É isso que somos todos os dias, uns ' adiadores de prazer'. Um dia vamos descansar, um dia vamos parar e olhar, um dia quando o mundo deixar de exigir constantemente a nossa presença e atenção. Um dia poderemos estar connosco em paz, como estávamos antes de ter começado esta correria doida, algures entre os 0 e os 20 anos. Lembram-se? Eu lembro.
Não vale a pena desperdiçar o tempo que as pessoas que gostamos passam connosco. Ele será sempre curto de mais.
Ainda bem que existem dias como o Natal, para fazermos essas coisas que adiamos durante o resto do ano...
Posted at 12:04 by Ana
2003/12/23
A não perder: Agatha Ruiz de la Prada
Exposição "1000 vestidos de Agatha Ruiz de la Prada", na Cordoaria Nacional a partir de 18 de Dezembro.
Site da estilista castelhana, "mais Benetton que a própria Benetton" : http://www.agatharuizdelaprada.com
As cores são uma dádiva e fizeram-se para serem usadas. Para cinzentos já bastam alguns dias.
o L é !
Posted at 10:33 by Ana
2003/12/24
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Este ano tenho uma coisa muito grande e importante para te pedir. Preciso que me tragas um bocadinho de juízo. Quero também agradecer-te pelo que me trouxeste no ano passado, porque sei que estou muito mais ajuizada do que estava. Por isso, se puderes, agradeço imenso que me faças esse favor. Algo que me permita estar calada em vez de falar irreflectidamente, que me amarre à cadeira quando não tenho paciência para estar sentada, e principalmente, que me ajude a distinguir entre o melhor caminho e o caminho mais fácil. Prometo que o vou usar preciosamente.
Beijinhos da tua
Ana
P.S.: E se não for pedir muito, traz tudo de bom a todos à minha volta, pelas oportunidades de aprender que me deram no ano que passou. |
Posted at 00:00 by Ana
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